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Por Caio Loeben
Juros compostos
Juros compostos são os juros que incidem não só sobre o valor inicial, mas também sobre os juros que já se acumularam — o “juro sobre juro”. É o mecanismo mais poderoso das finanças, e ele corta para os dois lados: a seu favor quando você investe (o dinheiro cresce cada vez mais rápido com o tempo), e contra você quando deve (a dívida do cartão e do cheque especial cresce de forma explosiva). Entender juros compostos é entender por que tempo é o maior aliado de quem investe e o maior inimigo de quem deve.
Em detalhe
Na conta simples, R$ 100 a 10% rendem R$ 10 por período, sempre sobre os mesmos R$ 100. Nos juros compostos, no segundo período os 10% incidem sobre R$ 110 (o valor já com juros), depois sobre R$ 121, e assim por diante. No começo a diferença é pequena; com o tempo, ela vira uma bola de neve. Por isso dizem que tempo é mais importante que valor: começar cedo, mesmo com pouco, vence começar tarde com muito.
O lado bom e o lado perigoso
- A favor (investindo): quanto mais tempo o dinheiro fica aplicado, mais a curva acelera. É a base de construir patrimônio no longo prazo — começando com pouco.
- Contra (devendo): o rotativo do cartão e o cheque especial usam juros compostos a taxas altíssimas. Por isso uma dívida pequena vira impagável em meses — e por isso quitá-la é prioridade número um (como sair das dívidas).
A mesma força que constrói o investidor destrói o endividado. A diferença é de que lado da conta você está.